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Surrealismo


O Surrealismo no mobiliário pode orgulhar-se de ter introduzido alguma loucura saudável à decoração e design. Esse movimento artístico que teve como expoentes máximos Salvador Dali, Miró e Max Ernst e que surgiu do movimento Dadaísta pensado pelo teórico Breton, teve na coconut chair o seu equivalente em móveis. O design moderno da coconut chair de George Nelson é espontâneo e inusitado, baseado na cultura popular dos anos sessenta. Em vez de procurar uma forma ergonômica que funcionasse bem com o corpo humano, Nelson preferiu fazer uma declaração simbólica que ficou na história, introduzindo a novidade de móvel conceitual. O Surrealismo de George Nelson cruza suas influências e formas com a obra abstrata de Joan Miró e sua cadeira coconut consistia numa estrutura de metal apoiando a assento em forma de casca de coco cortado. A partir deste momento, se percebe que o mobiliário não é mais só ergonomia, luxo ou produção a baixo custo. É com essa coconut chair que, tal como na arte, o design de móveis ganha autonomia e liberdade criativa. Essa cadeira continua sendo produzida nos dias de hoje e seu sucesso e modernidade continuam caminhando o trilho do tempo. Mas seria uma injustiça não referir a elegante “La Chaise” de Charles e Ray Eames, uma chaise-longue que parece saída de um quadro de Dalí! Sua produção se mantém também nos dias de hoje, com materiais como a fibra de vidro. Essa chaise-longue parece uma superfície líquida, em que a zona maior foi cuidadosamente perfurada para lhe garantir ligeireza. As analogias formais entre essa chaise-longue surrealista e o movimento artístico Surrealismo são bem visíveis, por exemplo, no quadro de Dalí “Ruinas Atavicas después de la Lluvia”. É impressionante a semelhança e a capacidade técnica desses dois designers que trabalharam para a famosa Vitra AG.